GRUPOS DE MONITORAMENTO E FISCALIZAÇÃO DO SISTEMA CARCERÁRIO (GMFs): PROTAGONISMO JUDICIAL NA TRANSFORMAÇÃO DO SISTEMA PENAL BRASILEIRO

PRISON SYSTEM MONITORING AND OVERSIGHT GROUPS (GMFs): THE JUDICIARY'S LEADING ROLE IN TRANSFORMING THE BRAZILIAN PENAL SYSTEM

Autores

  • Glauber Antônio Nunes Rêgo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte
  • Sulamita Bezerra Pacheco Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte | Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte https://orcid.org/0000-0002-8701-3079

DOI:

https://doi.org/10.64160/rdl.v28.n3.e1-13.2026

Palavras-chave:

Justiça estrutural, Sistema penal, Plano Pena Justa

Resumo

O presente artigo analisa o papel estratégico dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMFs) como instrumentos centrais da Justiça Estrutural na reconfiguração do sistema penal brasileiro. A partir do reconhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do Estado de Coisas Inconstitucional (ECI) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n.º 347, o Poder Judiciário passou a adotar uma atuação mais proativa na formulação, no acompanhamento e na fiscalização de políticas públicas voltadas à execução penal. Nesse contexto, os GMFs — instituídos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — consolidam-se como instâncias relevantes de governança judicial e de articulação federativa, responsáveis por impulsionar diagnósticos, implementar medidas estruturais e monitorar planos de reestruturação do sistema. Destaca-se, como experiência paradigmática, o GMF do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), cuja atuação resultou na elaboração do Plano Estadual “Pena Justa”, posteriormente homologado pelo STF. A experiência potiguar demonstra, de forma concreta, a capacidade da Justiça Estrutural de promover transformações institucionais, efetivar direitos fundamentais e induzir políticas penais orientadas pela dignidade humana, corresponsabilidade e transparência. Ademais, evidencia-se o potencial dos GMFs como espaços de inovação institucional, capazes de integrar múltiplos atores e fortalecer a efetividade das decisões judiciais em contextos de alta complexidade.

Biografia do Autor

Glauber Antônio Nunes Rêgo, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte

Mestre em Direito Constitucional e Bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte desde 28 de junho de 2013, onde presidiu a Câmara Criminal nos biênios 2017–2018 e 2021–2022 e integrou o Conselho da Magistratura no biênio 2017–2018. Também foi membro suplente do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) e presidiu a Corte no período de 2018 a 2020. Exerceu a Vice-Presidência do TJRN no biênio 2023–2024.

Sulamita Bezerra Pacheco, Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte | Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte

Mestra em Direito pelo Programa de Pós-Graduação Profissional em Direito da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), é graduada em Direito e especialista em Criminologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Concluiu o MBA em Judiciário, oferecido pela Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte (Esmarn) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). É doutoranda pela UNICA e pela Esmarn. Atualmente, atua como juíza de Direito no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte e leciona Direito das Relações de Consumo na UFRN.

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Publicado

2026-09-29

Como Citar

Nunes Rêgo, G. A., & Bezerra Pacheco, S. (2026). GRUPOS DE MONITORAMENTO E FISCALIZAÇÃO DO SISTEMA CARCERÁRIO (GMFs): PROTAGONISMO JUDICIAL NA TRANSFORMAÇÃO DO SISTEMA PENAL BRASILEIRO: PRISON SYSTEM MONITORING AND OVERSIGHT GROUPS (GMFs): THE JUDICIARY’S LEADING ROLE IN TRANSFORMING THE BRAZILIAN PENAL SYSTEM. Revista Direito E Liberdade, 28(3), 1–13. https://doi.org/10.64160/rdl.v28.n3.e1-13.2026