ASPECTOS BIOPOLÍTICOS DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NO BRASIL

BIOPOLITICAL ASPECTS OF THE CRIMINAL NON-PROSECUTION AGREEMENT IN BRAZIL

Autores

  • Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Ijuí, RS, Brasil.
  • Marcelo Gonçalves Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Ijuí, RS, Brasil.

DOI:

https://doi.org/10.64160/rdl.v26.n1.e07

Palavras-chave:

acordo de não persecução penal; barganha; biopolítica; justiça penal negocial; pacote anticrime.

Resumo

A Lei Federal nº 13.694/2019 instituiu o denominado acordo de não persecução penal no ordenamento jurídico brasileiro. O instituto foi inspirado na legislação processual penal dos Estados Unidos da América, porém com algumas modificações, promovidas pelo legislador brasileiro. Por meio do método hipotético-dedutivo, com abordagem bibliográfica, analisar-se-á, de forma crítica, a justiça negocial adotada pelo Brasil e suas repercussões legais e sociais, almejando encontrar a resposta se o acordo de não persecução penal, efetivamente, pode ser posicionado no cerne de um conjunto de políticas criminais “anticrime”. O chamado “Pacote Anticrime” pode estimular uma realidade de impunidade seletiva e dominação biopolítica, que desnatura o objetivo inicial do projeto de lei, com a possibilidade restrita de celebração de acordos de não persecução penal com os acusadores.

Biografia do Autor

Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Ijuí, RS, Brasil.

Bolsista de Produtividade do CNPq. Doutor e Mestre em Direito pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). Estágio pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). Coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Direito – Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos – da UNIJUÍ. Professor do Curso de Graduação em Direito da UNIJUÍ. Pesquisador Gaúcho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS). Líder do Grupo de Pesquisa Biopolítica e Direitos Humanos, certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Membro da Rede Brasileira de Pesquisa Jurídica em Direitos Humanos. Coordenador do Projeto PROCAD/CAPES “Rede de cooperação acadêmica e pesquisa: eficiência, efetividade e economicidade nas políticas de segurança pública com utilização de serviços de monitoração eletrônica e integração de bancos de dados”.

Marcelo Gonçalves, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (Unijuí), Ijuí, RS, Brasil.

Doutorando em Direitos Humanos na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI. Mestre em Direito pelo Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Universidade de Passo Fundo. Especialista em Advocacia Criminal pela Universidade de Passo Fundo. Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade de Passo Fundo.

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Publicado

2024-04-17

Como Citar

Wermuth, M. Ângelo D., & Gonçalves, M. (2024). ASPECTOS BIOPOLÍTICOS DO ACORDO DE NÃO PERSECUÇÃO PENAL NO BRASIL: BIOPOLITICAL ASPECTS OF THE CRIMINAL NON-PROSECUTION AGREEMENT IN BRAZIL. Revista Direito E Liberdade, 26(1), 07. https://doi.org/10.64160/rdl.v26.n1.e07