O ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL: MECANISMO DE ATUAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA A DEMOCRATIZAÇÃO HÍDRICA BRASILEIRA

THE UNCONSTITUTIONAL STATE OF AFFAIRS: THE FEDERAL SUPREME COURT'S MECHANISM FOR THE DEMOCRATIZATION OF BRAZILIAN WATER

Autores

DOI:

https://doi.org/10.64160/rdl.v27.n3.e211-232.2025

Palavras-chave:

Justiça climática, Direitos ambientais, Litígios internacionais ambientais, Mudanças climáticas, Populações Vulneráveis

Resumo

Analisa-se o fenômeno do estado de coisas inconstitucional e seu possível reconhecimento pelo Supremo Tribunal Federal no contexto brasileiro, aplicado à gestão dos recursos hídricos, propiciando maior acesso à água, em conformidade com a aplicabilidade imediata dos direitos fundamentais. A inacessibilidade hídrica é um problema histórico brasileiro associado a dificuldades de gestão dos recursos hídricos que, no cenário de mudanças climáticas, agravará as condições para o acesso à água, demandando dos aplicadores do direito uma nova abordagem para a pacificação dos conflitos relacionados a democratização hídrica. Nesse sentido, perquire-se recomendações e diretrizes para uma atuação mais eficaz do Poder Judiciário na formulação, implementação e acompanhamento de políticas públicas relacionadas à gestão hídrica, com o intuito de proteger os direitos humanos da população brasileira diante das mudanças climáticas e de eventos extremos. Para isso, faz-se uma análise das raízes históricas desse modelo de processo estrutural e suas possíveis repercussões para o ordenamento jurídico brasileiro, considerando o contexto dos compromissos internacionais assumidos pelo País na gestão hídrica e nas mudanças climáticas. Assim, busca-se problematizar a efetividade das políticas públicas brasileiras que visam democratizar o acesso à água. Utiliza-se, como metodologia, de pesquisa do tipo bibliográfica por meio da análise de livros, artigos jurídicos, documentos nacionais e internacionais, da legislação e da jurisprudência. A pesquisa é pós-crítica, de natureza qualitativa, com finalidade descritiva e exploratória. Conclui-se que a referida técnica decisória pode funcionar como um importante mecanismo de democratização hídrica no Brasil.

Biografia do Autor

Matheus Cavalcante Lima, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Especialista em Direito Civil e Processo Civil pelo Gran Centro Universitário (2024). Doutorando e Mestre em Direito Constitucional pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Ceará (UFC).

William Paiva Marques Júnior, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Especialista em Direito Processual Penal pela ESMEC/UFC (2003). Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (2009). Doutor em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará (2016). Professor Adjunto Nível 3 do Departamento de Direito Privado da Universidade Federal do Ceará. Professor do Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Federal do Ceará. Editor-Chefe da Revista dos Estudantes da Faculdade de Direito da UFC.

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Publicado

2025-12-19

Como Citar

Cavalcante Lima, M., & Paiva Marques Júnior, W. (2025). O ESTADO DE COISAS INCONSTITUCIONAL: MECANISMO DE ATUAÇÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA A DEMOCRATIZAÇÃO HÍDRICA BRASILEIRA: THE UNCONSTITUTIONAL STATE OF AFFAIRS: THE FEDERAL SUPREME COURT’S MECHANISM FOR THE DEMOCRATIZATION OF BRAZILIAN WATER. Revista Direito E Liberdade, 27(3), 211–232. https://doi.org/10.64160/rdl.v27.n3.e211-232.2025

Edição

Seção

DOSSIÊ TEMÁTICO - Direitos Humanos